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02/11/2017

Entrevista: Rui de Oliveira Bueno - Personalidade do Ano em RH 2017

Aos 60 anos de idade, Rui de Oliveira Bueno esbanja saúde e simpatia. Ao perfil discreto e bem humorado desse pai de família soma-se anos de experiência em Recursos Humanos, o que o tornou uma referência neste segmento em Caxias do Sul. Sem esconder a emoção, Rui recebeu dia 20 de outubro o prêmio de Destaque do Ano em RH, concedido pela ARH Serrana a pessoas que fazem a diferença na sociedade em que estão inseridas. Rui integra a ARH Serrana desde o ano de sua fundação, em 1988.
Funcionário da Randon há 38 anos, exerce atualmente as funções de Coordenador de Administração de Pessoal, Auditor Interno e Diretor da Randonprev – Fundo de Pensão.

Rui também atua como Perito Trabalhista na Justiça do Trabalho de Caxias do Sul, e como Consultor para Escritório de Advocacias na elaboração de Processos de Liquidação de Sentença. É membro do Conselho da ARH Serrana, onde ministra cursos de legislação trabalhista aplicada na área de administração de pessoal e participação dos empregados nos lucros e resultados da empresa. Na ARH, também é voluntário do projeto Pensando no Futuro. Professor universitário, leciona as disciplinas de Legislação Trabalhista e Relações Sindicais. Natural de Lagoa Vermelha, Rui mudou-se para Caxias
no final do ano de 1972. É casado com Lourdes das Graças Bueno, tem um casal de filhos, Robson e Rúbia, e a netinha, Alice. Na entrevista a seguir, Rui fala de suas conquistas e de sua relação com a comunidade, e também opina sobre o que é ser um bom gestor de recursos humanos. Confira:

ARH em Revista: Como o senhor recebeu a notícia de ter sido escolhido a Personalidade do Ano?
Rui de Oliveira Bueno: Recebi com muita surpresa, não esperava esta homenagem entre nossos colegas. Entendo haver muitos que são merecedores desta congratulação
antes de mim.

ARH em Revista: A que o senhor atribui esse reconhecimento?
Rui de Oliveira Bueno: Em toda minha carreira profissional, por mais de 40 anos, atuei na área de Recursos Humanos. Estive presente e vivenciei as diversas fases dessa área, quando o RH era chamado de Administração de Pessoal, Relações Industriais, Administração de RH, Desenvolvimento de RH e, por último, Gestão de Pessoas. Me adaptei a todas essas formas de gestão, contribuindo em cada uma delas com o conhecimento, com a aplicação correta da legislação trabalhista, no relacionamento com
os órgãos públicos e profissionais relacionados à área, e pela capacidade de negociação de conflitos.

ARH em Revista: Como o senhor acha que contribui de forma positiva na sociedade?
Rui de Oliveira Bueno: Atualmente, atuo de forma indireta na área de RH. Internamente, faço a gestão da Entidade de Previdência Privada – Randonprev Fundo
de Pensão e participo como parceiro e colaborador no Programa de Preparação Pós-Carreira – Novos Caminhos. Ambos têm o objetivo de preparar o processo de
aposentadoria aos profissionais das Empresas Randon, a planejar e implementar um novo projeto de vida e de carreira pós-aposentadoria. Externamente, minhas
atividades são voltadas para o assessoramento jurídicotrabalhista a empresas e escritórios de Advocacia em liquidação de processos trabalhistas e na implantação
de programas de Participação nos Lucros e Resultados. Na área educacional, atuo como professor universitário no curso de Pós Graduação em Gestão de Pessoas, em
curso de formação de Analista de RH, e voluntário do projeto de cunho social Pensando no Futuro, mantido pela ARH Serrana, que tem por objetivo auxiliar estudantes de 2º grau a ingressar no mercado de trabalho, estimulando-os a pensar como cidadãos responsáveis. Faço parte também do grupo de Gestão da SER Caxias, meu time do coração, onde sou membro do Conselho Fiscal.

ARH em Revista: Quais foram suas maiores conquistas pessoais e profissionais?
Rui de Oliveira Bueno: No período em que estive à frente da área de Administração de Pessoal das Empresas Randon, mantive um canal direto de relacionamento e de negociação de conflitos com as lideranças do sindicato profissional, mantendo uma relação amistosa, de confiança e de transparência, entendendo as suas motivações e as nossas limitações, tratando estes assuntos com objetividade e tempestividade, com o
diálogo permanente, livrando as pressões e as ameaças em diversos momentos. Na convivência diária com os colaboradores, minha atuação sempre foi dessa mesma forma, buscando e levando informações claras e objetivas, sobre as práticas adotadas pela empresa aos direitos fundamentais do trabalho, antecipando às suas expectativas e reivindicações, minimizando os conflitos jurídicos-trabalhistas, com substancial redução do passivo trabalhista empresarial.

ARH em Revista: Desde quando senhor atua como profissional de RH?
Rui de Oliveira Bueno: Minha primeira experiência na área de RH foi em 1974, na filial de Caxias da antiga rede de lojas Casas Buri, que comercializava roupas de cama,
banho e mesa, tecidos em geral e eletrodomésticos. Em 1992, num plano de expansão, foi adquirida pela Globex Utilidades S/A, proprietária das Lojas Ponto Frio. Da ARH Serrana participo desde 1988, ano de sua fundação.

ARH em Revista: Na sua opinião, o que é fundamental para se tornar um bom gestor de
recursos humanos?
Rui de Oliveira Bueno: É fundamental estar comprometido com os resultados da organização, motivando a sua equipe conforme suas necessidades, dando-lhes as melhores condições para exercer suas atividades, definindo claramente o papel de cada
membro da equipe. É fundamental, também, manter um diálogo constante com todos os níveis hierárquicos e funcionais da empresa, com as entidades de classe
patronal e profissional, mantendo uma relação de extrema confiança e de transparência.

ARH em Revista: O que o senhor mais preza na sua carreira e na sua família, na relação com seus colegas de trabalho e familiares?
Rui de Oliveira Bueno: Honestidade, transparência, confiança, trabalho, dedicação, e a disponibilidade.

ARH em Revista: Que recado o senhor deixa para os profissionais em RH e também de outros segmentos?
Rui de Oliveira Bueno: Prega-se muito que o RH “clássico” está com os seus dias contados, que as empresas estão se livrando da burocracia, operam em processos on-line, deliberando maior autonomia aos seus profissionais por meio de programas de conscientização da importância do trabalho e do comprometimento individual com as
metas corporativas. No entanto, minha mensagem é no sentido de que não podemos perder de vista o contato direto com as pessoas, nossos colaboradores, pois a relação de confiança só se conquista com a proximidade, como o olho no olho, com a pegada na
mão, com o abraço, e com a comunicação clara e direta. É com a informação clara e honesta, com a relação de proximidade, que se faz com que as pessoas deem vida
à organização, se identifiquem com a empresa. Isso contribui decisivamente para a formação de um clima organizacional favorável ao alcance dos resultados esperados pela empresa.

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