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19/12/2017

Que mundo você quer respirar? O ESARH pode inspirar!

Vive-se um tempo confuso. Por um lado, acredito que é a melhor fase da história da humanidade em que cada um pode ser aquilo que pretende ser. Por outro lado, a rapidez das mudanças tecnológicas, de valores e culturais podem nos deixar confusos e nos levar a não acreditar que o mundo esteja melhorando. Na cultura da música, por exemplo, para mim a confusão é bastante evidente. Não sou nenhum erudito nos gostos musicais, mas sempre gostei de músicas com um mínimo de complexidade na composição de sua melodia, da harmonia e do ritmo. Compor letras e músicas de qualidade exigem dedicação, esforço e conhecimento musical que se espera de alguém que se diz músico. Assim, confesso que nos últimos anos passei a ouvir cada vez menos música, porque o que se ouvia espontaneamente não me inspirava a ser melhor. Isso foi até participar do Rock’n Camerata, um show simplesmente inspirador que parte da junção da Música Clássica e do Rock and Roll para produzir um show espetacular. E o que isso tem a ver com o ESARH 2018 ou com a Gestão de Recursos Humanos (GRH)? Acredito eu que tem tudo a ver.

A proposta de ouvir Rock and Roll com arranjos de Música Clássica me despertou o interesse. Entendo que há boas músicas no Rock e sei que a Música Clássica ainda hoje é o que há de melhor na música. Fui ao teatro ansioso pelo que me aguardava. Seria um show que poderia nos dar a esperança de que as inovações musicais ainda podem resgatar a harmonia, a melodia e o ritmo na música nos dias de hoje? Lembro que hoje quase tudo é simplificado de maneira reducionista em que as letras não passam de dois ou três monossílabos e o ritmo, a melodia e os acordes focam em estourar os tímpanos de quem ouve. Depois dos primeiros sons da noite tive a certeza de que o bom Rock and Roll pode se tornar excelente com a Música Clássica. Os arranjos, a melodia, a harmonia, o ritmo e as letras tinham muito a me dizer. Olhar para o palco e ver aproximadamente 30 músicos que precisam saber muito mais do que combinar lé com cré para estar no palco e extrair notas de violinos, violoncelos, guitarras, baterias, violas, baixo, percussão ou piano em sincronia com a regência do maestro e a voz dos cantores, deu-me a esperança de que há luz no final do túnel musical. Dois gêneros tão diversos quanto complementares. A intensidade da explosão do Rock’n Roll em harmonia com o ritmo e a melodia dos arranjos da Música Clássica fez com que no teatro se produzisse muito mais do que música. Teve-se como resultado uma experiência única em que músicos e plateia vibraram num mesmo tom em perfeita harmonia com a emoção, pulsando no mesmo ritmo. Foi um encontro espiritual. Músicas que exigiam o virtuosismo dos músicos que penetraram na alma dos presentes. Letras que tocaram quem as cantou e quem as ouviu. Um espetáculo digno que dá o palco para quem merece estar no palco e proporciona o deleite para quem busca o deleite na plateia. A GRH deve se apropriar disso. O ESARH propõe isso. As pessoas precisam da experiência da junção do diferente. Isso é inspirador!

O tema do ESARH 2018 de “Inspirar pessoas para potencializar o coletivo” é uma proposta inspiradora em que se juntam estilos e gêneros diferentes. Isso é fundamental. Por isso a pergunta: como podemos evoluir coletivamente para termos um mundo melhor para respirar? Depende do mundo que você inspirar! Participar e compartilhar as experiências no evento é um dos caminhos, explorando as unidades temáticas sobre (i) Engajamento em tempos de Volatilidade e Necessidade de Propósitos Coletivos; (ii) Equilibrando conectividade e humanismo na era do pensamento acelerado; (iii) A Transliderança e transformação de conflitos em complementariedade; e (iv) Perspectivas futuras de carreira e Gestão de Pessoas em períodos de Terceirização e E-social. Entendo que o exemplo do Rock’n Camerata é um exemplo claro de como a GRH pode trabalhar para extrair o melhor de cada um criando um coletivo melhor. A execução das músicas com a junção de uma orquestra e de uma banda com estilos musicais diferentes é uma inspiração para uma GRH que também trabalha com pessoas que têm personalidades diferentes. Cada um com seus objetivos individuais, exibindo as suas competências pessoais e que compõem uma equipe e uma organização com objetivos comuns. A soma das partes também deve ser maior do que as suas individualidades em qualquer equipe, seja ela de uma organização empresarial ou musical. Por isso, o Rock´n Camerata tem muito a nos ensinar, cabendo a nós da GRH querer aprender. Trinta pessoas regozijando-se com o resultado do trabalho. Outras mil pessoas deleitando-se num momento de puro prazer, respirando um mundo inspirador em que a expressão do coletivo é melhor do que as suas partes individualmente. Gosto de lembrar que a vida é uma dádiva individual que somente tem sentido coletivamente. Para mim, o Rock’n Camerata representou esse entendimento na sua plenitude e o ESARH 2018 é uma oportunidade de expressar isso no mundo da gestão. Naquela uma hora e meia de Rock’n Camerata pude olhar para mim mesmo, sentir e entender que respirar música boa pode servir para inspirar um mundo melhor. Também pude ver que cada músico tinha a consciência de que a sua individualidade inspira a coletividade contribuindo para que o resultado seja extraordinário. Que mundo você quer respirar? Respirar Rock’n Camerata foi inspirador. Participar do ESARH 2018 será uma oportunidade para inspirar pessoas e potencializar o coletivo no ambiente organizacional.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br

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