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20/07/2018

Conteúdo ARH: Branca Barão

Branca Barão viaja pelo Brasil e Estados Unidos há mais de 14 anos ministrando palestras e cursos. Interatividade, emoção e experiência para estimular a capacidade de comunicação, a criatividade e a inovação são alguns dos temas explorados por essa consultora, escritora e palestrante que, aos 43 anos, domina a arte de inspirar.

Recentemente, ela esteve em Gramado ministrando uma vivência de grupo durante o Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos (ESARH) 2018, realizado pela ARH Serrana. Especialista em comportamento humano e master trainer em Programação Neurolinguística, Branca propôs novas formas de engajamento, de mudanças comportamentais e de construção e fortalecimento da cultura organizacional.  A autora do livro 8 ou 80 – Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você!, com mais de 15 mil cópias vendidas, disponibilizou o artigo abaixo para a ARH em Revista.

Leia e inspire-se:

Eu acredito no talento!

Você já deve saber bem o risco que corremos ao tentarmos nos encaixar, e com ele o risco de acabarmos tentando ser quem não somos para sermos aceitos. Às vezes, buscamos ser até mornos para não assustar, não arriscamos para não chocar e, para não corrermos o risco de errar, deixamos de fazer e nos economizamos.

Como conseqüência, mandamos embora junto com essa falta de ação nossas esperanças, nossa motivação, nossa autenticidade, nossa realização… E assim não erramos, não arriscamos, não nos comprometemos e não somos julgados - ou somos da mesma forma?

O nosso talento se apaga como uma fada, que morre só porque não acreditam nela (se e você assistiu Peter Pan, sabe bem sobre o que estou falando), e tentar não errar é o que nos faz apagar. É como se possuíssemos um controle gradual do nosso talento e, para não corrermos o risco de ofuscar os olhos de quem decidiu viver na escuridão, mantemos a luz do nosso talento leve demais; sem graça, discreta e sutil como uma vela que se apaga ao menor sopro da rotina ou da falta de perspectiva.

Não brilhar é uma decisão muitas vezes inconsciente de não sair do lugar, de deixar tudo como está. Pode parecer impossível tomar uma decisão assim, mas fazemos isso quando decidimos acordar cedo para ir a um trabalho que odiamos, para almoçar com quem não gostamos, para passar mais um ano em um casamento que já não existe mais faz tempo, para continuar fazendo um curso que não tem nada a ver com a gente, para passar o nosso aniversário de uma forma que não queremos só para não termos que usar a difícil palavra “não”. E assim, frustramos os planos que temos para nossa própria vida para evitar frustrar outras pessoas.

Não brilhar nada mais é do que a decisão de não mudar pelo simples fato de ser mais seguro. E a falsa sensação de segurança surge, pois muitas vezes já estamos acostumados com os problemas que temos. Mudar significa adquirir novos problemas, e isso pode significar ter que dar uma bela volta fora da tal zona de conforto sem garantia de retorno - e isso assusta; isso dá medo.

É, brilhar é coisa de gente corajosa. De gente que aprendeu a ir em frente mesmo com medo, pois compreende que medo e coragem não são coisas opostas. Que sentir uma destas sensações não anula automaticamente a existência da outra, e que algumas vezes já se percebeu sentindo ambas ao mesmo tempo e descobriu que esse momento foi repleto de aprendizado e realização.

Quem não brilha, se economiza. Quem se economiza deixa seu talento se apagar e quando muita gente decide fazer isso as empresas passam a ter o problema chamado de “apagão de talentos”! Tanta gente com diploma saindo de tantas faculdades e tão pouca gente fazendo realmente a diferença. Muita gente com potencial tamanho, capaz de empresas inteiras trabalharem de óculos escuros se houvesse uma decisão coletiva de brilharem ao mesmo tempo.

Então, lembrem-se: sucesso é uma questão de decisão!

Branca Barão

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