Blog

18/12/2020

O lado B da crise: Como transformamos um acontecimento mundial de grande impacto em aprendizado

Reinvenção, inovação, colaboração, solidariedade. Apesar do medo e da incerteza, a pandemia do Coronavírus nos rendeu muito mais atitudes de coragem do que de desânimo. O lado “B” da crise sugerido no título dessa matéria é o lado “Bom”, o lado em que pessoas e organizações estão aprendendo a transformar cenários caóticos em oportunidades e aprendizados.

É importante estar ciente de que a retomada econômica e as relações de trabalho não terão mais um gráfico linear e confiante a longo prazo, portanto é fundamental a adaptação ao “sobe e desce” da economia, tendo uma estratégia para cada momento. A diretora-geral da Uber no Brasil, Claudia Woods, ilustrou muito bem essa gangorra em recente entrevista ao jornal Gazeta do Povo. “Em uma semana, vou ter um pico de demanda grande; na outra, a cidade pode voltar ao isolamento social. Eu preciso me adaptar também a essa queda de demanda”, diz.

Isso significa não apenas novas estratégias de mercado, mas também de gestão de pessoas. É preciso que empresas e seus colaboradores estejam bem conectados, porque o componente humano é essencial para superar a falta de perspectiva e a incerteza. Como as pessoas têm reagido de diferentes formas ao isolamento social, os líderes têm de saber como está cada colaborador, procurando manter a comunicação e fornecendo direcionamento.

Um estudo realizado pela Harvard Business Review, dos Estados Unidos, demonstrou que 70% dos colaboradores se sentem mais engajados quando a liderança mantém uma comunicação clara.

Consagração da Resiliência

Um dos maiores ensinamentos que esta crise sem precedentes ensinou nos últimos meses foi a resiliência. Resiliência para aprender a lidar com a incerteza, - e novos desafios e flexibilidade para se reinventar rapidamente. “Acredito que o maior aprendizado com a tecnologia foi que planos são importantes, mas o mais importante é agir rápido, ter dados e ferramentas para a tomada de decisão mais assertiva e sem perda de tempo. Planejamento de longo prazo perdeu a importância e as organizações tiveram que agir rápido, a curto prazo, e com as incertezas sobre o futuro. O uso da tecnologia e a agilidade na tomada de ações foram fatores cruciais para que as organizações conseguissem sobreviver”, comenta José Eduardo Tcharduk, CEO da Kretos, empresa caxiense especializada em sistemas de Recrutamento e Seleção.

Para ele, o RH mostrou a sua importância e seu valor como agente estratégico nos negócios, mesmo obrigado a reduzir equipes ou torná-las mais multifuncionais.

A realidade da vulnerabilidade

A vulnerabilidade foi evidenciada nesse período. De um dia para o outro, não sabia-se ao certo o que iria acontecer, e planos pensados e prestes a serem concretizados pareciam não fazer mais sentido. “Precisamos nos reinventar, olhar para o contexto e agir de uma forma antes imaginável, tomando decisões com base em poucos dados concretos e muitos dados incertos. Muitas vidas dependiam das decisões, e a transparência permeou as relações desde o início. A pandemia mostrou às organizações o quanto somos vulneráveis, o quanto não temos respostas para tudo”, lembra Graziela Pimentel Bueno, gerente de RH da Martiplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda.

Para Graziela, o RH foi para ‘a ponta da mesa’. “Somos aprendizes do Covid-19. As parcerias foram fortalecidas, negociações com fornecedores, clientes, sindicatos nunca foram tão evidenciadas e necessárias, e todos com um único objetivo, a sobrevivência, a sinergia. Nos tornamos seres humanos melhores, resilientes, vulneráveis, abertos a incerteza e ao caos, ao mesmo tempo com uma condição extraordinária de acolher os seus sentimentos e dos outros”, ressalta.

Aprendizago com a tecnologia

Características que foram importantes para manter a operação de empresas e organizações durante o período mais crítico do isolamento social, iniciado em março, ganharam importância constante. “Os processos de recrutamento e seleção tornaram-se cada vez mais digitais, automáticos, e o acesso a informações de qualquer lugar foram alguns dos novos desafios na área de recursos humanos. “Foi muito gratificante para a nossa empresa poder contribuir nesse cenário, auxiliando várias empresas a encontrar o profissional certo, no menor tempo e custo”, diz Tcharduk, da Kretos.

“O profissional de RH teve que dar respostas rápidas a essas mudanças e contratar o profissional certo no menor tempo possível. Para isso, teve que buscar o apoio na tecnologia, iniciando com uma boa definição de perfil, ampla divulgação da vaga, aplicando testes e processos eficazes para encontrar o melhor profissional, isso às vezes de forma totalmente virtual”, destaca Tcharduk. “Antes, para fazer um comunicado precisávamos de um evento. Com a pandemia foi necessário uma boa internet e um link para que transmitíssemos ao mesmo tempo informações para qualquer lugar do mundo. E a clareza na comunicação é essencial para qualquer organização”, complementa Graziela Pimentel Bueno, gerente de RH da Martiplast – Indústria e Comércio Ltda.

Compartilhe: