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01/06/2021

Diversidade cognitiva: um potencial a ser explorados pelos gestores

Há determinados conceitos que, para serem devidamente compreendidos, é necessário vinculá-los a outros. Somos frutos de histórias pregressas, fundamentadas em culturas, valores, aspirações, as quais auxiliam a nossa constituição individual nos tornando seres singulares, variados, diversificados. 

Essa diversidade abarcando todos os seus tipos (de origem, de experiências, cognitiva), por incrível que pareça, retrata a singularidade de cada um na busca do seu pertencimento, ao se conectar a um grupo, ao trabalho, permitindo que seja ele mesmo. Cabe ressaltar que a diversidade por si só é complexa, por isso nem sempre é uma jornada fácil.

Em relação a Diversidade Cognitiva, que envolve o que pensamos e como abordamos determinadas situações, estão agregados nossos “ vieses inconscientes”, nossa história, os quais fazem que nossas decisões nem sempre sejam tão racionais como desejamos. A busca ou o estímulo a este pertencimento pode levar um tempo e nem sempre é algo linear, pois o pertencimento se concentra na diversidade alicerçada em uma cultura inclusiva.

Historicamente, nem sempre somos muito afeitos às diferenças, e em algumas situações temos a tendência de querer eliminá-las, para que todos pensem do mesmo jeito. Porém, o que não podemos esquecer é que em cada diversidade há habilidades e competências que num ambiente poderão agregar e encontrar novas perspectivas a uma determinada situação, graças à flexibilidade cognitiva de cada um.

Diversidade Cognitiva no âmbito profissional 

Por isso é importante desenvolver estratégias para a inclusão de diferentes profissionais nos mais variados grupos. Abordando a questão da Diversidade Cognitiva no âmbito profissional (como compreende, vê, pensa, planeja e executa determinadas situações), ela não deve ser vista como problema, mas como um fator ativo na organização. Trazendo a Diversidade Cognitiva como uma aliada, ela poderá ser utilizada como inovação, com indivíduos que agregam mentes e conhecimentos diversos, apesar de perfis diversificados, e precisarão conseguir, juntos, agregar competências, superar obstáculos e encontrar novas perspectivas para velhos problemas, fortalecendo um pensamento crítico.

Lisiane Lemos, especialista em soluções na Microsoft, fala que “Diversidade é considerar a história que constitui o colaborador e como isso pode agregar”. Esta história composta da soma de flexibilidade intelectual, cultural, vivência e aspectos psicológicos, poderá render debates e soluções incríveis tanto para velhos como para novos problemas ou situações. O desafio de um gestor no meio corporativo é “ procurar mentes” que complementem o objetivo da empresa. No tempo complexo em que estamos vivendo, faz-se premente soluções ágeis e criativas, onde abordagens únicas não são mais aceitáveis. São necessárias estratégias diferenciadas e funcionais para que haja efetividade.

Muitas empresas estão desenvolvendo projetos e desafios para que os profissionais vinculados a elas “saiam de suas zonas de conforto”, instigando-os a aspirações que ajudem a empresa alcançar seus objetivos. A estrutura organizacional da empresa, possuindo profissionais diversificados cognitivamente, provavelmente obterá melhores resultados.                                           

Enfim, proporcionar uma pluralidade de ideias, perfis e opiniões é, ao mesmo tempo, desafiador e salutar na construção de qualquer grupo, seja ele empresarial ou não.

Luciana Soldatelli Miotto, psicopedagoga especialista em Psicogerontologia e professora da Atividade Cérebro Ativo no Programa UCS Sênior.

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