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14/12/2021

Saúde mental no trabalho: em busca do equilíbrio perfeito

Um ambiente de trabalho agradável e seguro é um dos pontos mais importantes para a conquista de uma equipe engajada e, consequentemente, de uma efetiva produção. Para que isso ocorra, é necessário que o empregador leve em consideração a saúde do seu funcionário para garantir a melhoria das condições laborais, evitando acidentes ou doenças relacionadas às atividades profissionais. Nesse sentido, é muito importante também a atenção à saúde mental de uma organização, para que todos, empregador e empregado, estejam em sintonia e desfrutem de um ambiente harmonioso.

Os temas relacionados à saúde mental no trabalho têm crescido significativamente nos últimos anos. Ministério da Saúde numera a incapacidade mental como a 3ª maior causa de afastamento do trabalho no país. A prevenção requer o envolvimento de diversas áreas: liderança, recursos humanos, psicologia organizacional e saúde. Manter uma relação de confiança dentro da equipe, um ambiente receptivo à escuta e intervenção precoce quando detectados quadros potencialmente patológicos são as principais ferramentas para prevenção do desenvolvimento e agravamento das patologias psiquiátricas. 

Uma empresa, ao evitar os riscos e garantir a saúde física, mental e social do funcionário, terá uma equipe mais ativa e motivada, porque, ao se sentir seguro e capacitado para as suas tarefas, o colaborador tem prazer em exercer sua função, produzindo mais e melhor. Como consequência, teremos profissionais saudáveis e motivados, gerando menor absenteísmo e maior produtividade. 

“Vivemos em um tempo de ‘correria’, com prazos para ‘ontem’, quando tudo parece ser urgente e devemos ser excelentes em todos os âmbitos. E isso aumenta muito o risco de esquecermos do básico, de olhar para o que estamos vivendo no dia a dia, do aqui e do agora. Então precisamos nos questionar: quais são nossos valores, quais são nossas necessidades básicas (afeto, segurança e reconhecimento...)”, instiga a psicóloga Bruna Constanzi, profissional conveniada ao Círculo Saúde. Ela lembra que todas as emoções são multifacetadas e que, quando trazem dor, indicam que está na hora de buscar soluções para os problemas. “O estresse no trabalho, em níveis equilibrados, pode servir como estímulo para resolver atividades cotidianas. O estresse traz movimento, reação e ritmo ao trabalho. Mas em frequência constante, ele desfavorece em muito a saúde e o rendimento", destaca. 

A atribuição do adoecimento mental ao trabalho é complexa e envolve a interação dos fatores estressores do meio com a vulnerabilidade individual. É fundamental que durante uma avaliação médica, por exemplo, seja identificada se a patologia psiquiátrica apresentada está relacionada ao trabalho, às questões de ordem pessoais ou se são relativas às doenças orgânicas. A síndrome de burnout, também chamada de esgotamento profissional, é um estado de estresse extremo e crônico, geralmente provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. Quem sofre com a condição perde suas energias físicas e emocionais, por conta de uma rotina profissional desgastante. Para que isso seja evitado, é aconselhável mudar alguns hábitos para descansar a mente. “Um deles é dormir bem e ter um período dedicado ao descanso todos os dias, ou ter atividades que tirem o foco do trabalho. Buscar o autoconhecimento e o autocuidado, praticar exercícios físicos e aprender a se posicionar profissionalmente também são dicas importantes para quem deseja manter o equilíbrio entre corpo e mente. Isso beneficia patrões, empregados e, por consequência, o ambiente de trabalho”, aconselha Bruna.

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