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25/03/2020

O RH como agente da transformação

Imagine a área de RH de uma grande empresa transferindo-se para dentro da produção, mergulhando no dia a dia do gestor, conhecendo melhor as equipes e as rotinas de trabalho, ciente de suas obrigações e metas (e as dificuldades de cada grupo para o atingimento dessas metas). Pois foi exatamente essa a estratégia do RH da Pettenati AS Indústria Têxtil para construir junto com os gestores ações que renderiam bons resultados e estabeleceriam um elo entre as diretrizes definidas pela empresa.

Para isso foi preciso, primeiro, organizar todos os subsistemas de RH com profissionais capacitados e ferramentas atualizadas e conectadas, a fim de atender às demandas e monitorar os resultados. “O RH tornou-se parceiro do negócio e, em primeiro lugar, revisitou a cultura da empresa. Foi o momento de entender o quanto estávamos conectados com as novas demandas do mercado, se nossos comportamentos estavam adequados para este novo momento e, principalmente, se tínhamos as pessoas certas no lugar certo e com a devida capacitação para atender a essas demandas”, explica Roberta Pettenati, diretora Industrial e de RH. Nesse momento a empresa percebeu que quem conduziria todas essas transformações seriam os gestores junto às suas equipes. Para fazer a aproximação o RH foi trabalhar ao lado dos gestores, fisicamente inclusive. O processo levou certo tempo até o momento em que as ferramentas de RH começassem a fazer sentido e fossem incorporadas à rotina dos gestores. “Hoje o gestor consegue perceber que uma ferramenta de RH pode contribuir diretamente com a sua produtividade e formação de equipe. Por exemplo: uma Avaliação de Desempenho bem conduzida melhora a produtividade, uma vez que possibilita identificar pontos em que o profissional precisa melhorar no seu trabalho, identificar oportunidade de treinamento, motivar o profissional tornando mais claro para ele quais são suas oportunidades de crescimento profissional”, destaca Roberta.

Engajamento de gestores na saccaro

O mundo hoje passa por muitas mudanças e cada vez mais elas se apresentam de modo inusitado e acelerado. Entretanto, o vínculo (empresa e pessoas) continua sendo o maior gatilho para bons resultados. “Nós aqui da Saccaro não podíamos “perder” tempo com modelos tradicionais. Não podíamos nos dar ao luxo de teorizar sobre a importância do gestor como agente de mudança”, destaca Leticia M. C. Balen, gerente de RH da Saccaro Móveis. Com esse ritmo é que a empresa iniciou um processo de engajamento dos gestores a todos os assuntos referente a pessoas. Não importava a área. Se o foco era pessoas, ele tinha que participar da construção. Desde premissas básicas com o levantamento de necessidades de treinamento, construção e customização de integração entre áreas, apresentação de resultados... tudo passou a fazer parte da vida dele enquanto gestor. “Para saber lidar com gente, é preciso estar com elas. É preciso ouvir o inaudível. O gestor foi convidado, a partir de um programa chamado +Gestão, a ver, perceber, ouvir, sentir sua equipe. Como? Troca de experiências entre áreas mediado por profissionais de RH”, explica Letícia.

Outro fator decisivo foi a inclusão desses gestores em fóruns. Há dois anos a Saccaro colheu bons frutos com a visão sistêmica do seu time no quesito “contexto de mercado” após a participação no Fórum de Gestão da ARH Serrana. “Todos precisavam viver a realidade do mercado; precisavam sair do seu habitat de trabalho; precisavam sentir que nossas dificuldades se assemelham às demais empresas, mas que com criatividade e pessoas certas é possível reverter qualquer cenário difícil. Hoje buscamos trabalhar como uma unidade, não mais de modo departamentalizado. Construímos um comitê de gestão onde participam áreas fabris, administrativas e comerciais. Juntos e focados no mesmo propósito. Decisões são compartilhadas. Projetos são divididos. Dificuldades são administradas em conjunto. Problema de um: problema de todos!”, ressalta.

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